
Por que estamos voltando
Gente,
Lembra do cheiro de café passado bem cedinho? Da cadeira na calçada no fim da tarde, do rádio ligado, de alguém gritando da janela pra vir comer?
A gente cresceu assim: debaixo do mesmo teto, da mesma sombra, das mesmas histórias. Depois a vida fez o que a vida faz e espalhou a gente por aí. O almoço de domingo virou mensagem no grupo, e a visita virou “qualquer dia desses”.
Pois o dia chegou.
No domingo, a gente volta pra casa. Pra ouvir de novo as histórias dos mais velhos, direto da boca de quem viveu, do jeito que só eles sabem contar. Pra apresentar quem nasceu depois. Pras crianças correrem debaixo da mesma árvore e saberem, de uma vez por todas, de onde vieram.
Vai ter abraço demorado, comida demais, todo mundo falando ao mesmo tempo e alguém chorando num canto. Sempre tem.
Traga a família. Traga as fotos. Traga as histórias.
A mesa é grande e a árvore aguenta.
Lembra do café passado bem cedinho, da cadeira na calçada, de alguém gritando da janela pra vir comer?
Depois a vida espalhou a gente por aí, e o almoço de domingo virou “qualquer dia desses”.
Pois o dia chegou.
A gente volta pra casa pra ouvir as histórias dos mais velhos, direto da boca de quem viveu, e pras crianças saberem de onde vieram.
Traga a família, as fotos e as histórias.
A mesa é grande e a árvore aguenta.
Até domingo,
A família
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