Há lugares que continuam vivendo dentro de nós.
Há lugares que são apenas onde nascemos. E há lugares que continuam vivendo dentro de nós, mesmo quando a vida nos leva para longe.
Taquarana é um desses lugares.
As raízes
Grandes, livres e fluidas. Guardam os que vieram antes, as histórias da família e a ligação com a terra.
Algumas seguem juntas; outras tomam direções diferentes — como nós. Uma delas quase deixa de ser raiz e vira caminho: raiz fala de onde viemos; caminho, de onde ainda podemos chegar.
A árvore que também é gente
À primeira vista, é uma árvore. Mas o tronco é feito de pessoas: os mais velhos, os que estão aqui hoje e os mais novos.
Ninguém está em volta da árvore. Todos fazem parte dela. Não existe árvore sem raiz — nem geração sem aquela que veio antes.
A Santa Cruz
No alto, entre os galhos, está a Santa Cruz. Fala de fé, de tradição e do lugar de onde essa história veio.
Não foi colocada sobre a família: nasce dos mesmos galhos.
As folhas que caem
Algumas folhas se desprendem. Não é perda: é tempo.
Uma árvore viva perde folhas e cria novos brotos. Assim também é uma família.
A criança no balanço
Ela só consegue ir alto porque existe um galho forte o bastante para sustentá-la.
O passado lhe dá sustentação — mas não decide até onde ela pode chegar.
Da mesma raiz, novos caminhos.
Antes de sermos memória, fomos continuação. E os que estão chegando já são parte das nossas raízes.
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